Técnicas e dicas que ajudam você a encontrar o equilíbrio no dia-a-dia
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Um dos nossos graves enganos é decretar que o prazer das descobertas se restringe às duas primeiras décadas da vida. Depois, tudo seria mero replay a ser gerenciado. Como se aos 21 anos já tivéssemos vivenciado tudo o que é possível; como se já houvéssemos sido apresentadas a tudo o que nos agrada; como se já conhecêssemos todos os nossos talentos e possibilidades.
Assim, quase sem nos darmos conta, surge no espelho uma figura de ombros caídos, olhos opacos, testa franzida! E lá vamos nós, ingênuas, buscar em tratamentos a jovialidade que está ali ao lado, na forma do curso de dança de salão que você nunca imaginou fazer, nas poesias que vez por outra tem vontade de escrever, no jardim que se achava incapaz de cultivar...
Nada mais revigorante, colega, do que descobrir novas paixões. É o que penso cada vez que encontro minha Tia Lurdinha, que se redescobriu aos quase 50 anos e hoje, já na casa dos 60 e poucos, baila e pinta com a gana, vivacidade e beleza de uma menina de 20!
Sábia figura, percebeu que a grande sacada não é descobrir a vida, mas descobrir a si mesma. Obrigada por tão inspirador exemplo, tia! Beijos enormes...