Técnicas e dicas que ajudam você a encontrar o equilíbrio no dia-a-dia
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Volta e meia identifico, ao meu redor, vidas a dois calcadas na manipulação mútua. Quanto mais as observo, menos sou capaz de entendê-las, pois não têm necessariamente a ver com a inteligência, o caráter ou o afeto dos envolvidos. Conheço casais inteligentes, dignos e apaixonados que vivem de sofridos joguinhos mútuos!
Desconfio, portanto, que tão bizarra dinâmica seja, muitas vezes, fruto das fraquezas e dos fantasmas internos de cada um. Malresolvidos, fazem-nos temer no outro aquilo que conhecemos – e, sobretudo, repudiamos! – em nós mesmos. Como, por exemplo, quem sufoca o(a) parceiro(a) com desconfianças exaustivas e infundadas de infidelidade...
Ora, basta um olhar mais atento para sacar que, na certa, essa pessoa não confia é na própria capacidade de ser leal ou fiel. E, sabendo-se frágil nesse quesito, supõe que o mundo também o seja. Amedrontada, acaba por cobrar/ esperar do outro uma solução que, na verdade, só pode encontrar em si mesma. Por covardia ou comodismo, abre mão da oportunidade de se encarar, se resolver e ser mais feliz. Que pena...
Beijos enormes!