... seja uma ouvinte cuidadosa, quase desconfiada! Afinal, qualquer história que envolva mais de uma pessoa possui, pelo menos, três versões: a de fulana, a de beltrana e a verdadeira. Não, não se trata necessariamente de má intenção das figuras em lhe enganar – acredite: qualquer um, ao narrar episódios do seu cotidiano, acaba os “enfeitando” um bocado.
É a tal incapacidade humana de manter os próprios sentimentos à parte ao relatar fatos, seja qual for a gravidade ou importância deles. Vá lá, compreensível... Por isso, cabe a cada uma de nós, quando ouvintes, a responsabilidade de sermos criteriosas. De não nos deixarmos levar pelo primeiro impacto e de jamais comprarmos, de cara, um único lado da história.
Por mais que confie – ou não! – no(a) narrador(a), cultive o seu lado jornalista. Ou seja, procure ouvir todos os envolvidos na questão e tirar uma média do que cada um deles contar para, só então, decidir como se sentir/agir dentro da situação. Vá por mim: isso diminuirá a probabilidade de ser injusta e, sobretudo, de se arrepender. Beijos enormes...