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... o telefone de dona Anésia Abbud toca em Araçatuba (SP). É um ex-aluno. Tem 38 anos, quatro filhos e está ansioso para rever a professora primária que marcou sua vida.
No reencontro, a senhora de 84 anos recebe dele uma placa onde se lê algo como: “Obrigado pela sua dedicação em formar cidadãos de bem”.
Então, num outro dia qualquer, novo telefonema. Outro ex-pupilo. Dona Anésia abre a porta para o senhor de 62 anos. Enquanto entra pelo corredor da casa, ele entoa uma cantiga que ela ensinava às crianças.
Já na sala, o hoje empresário relembra a própria rebeldia, a impaciência das professoras, o castigo de sempre ser banido das comemorações escolares.
De olhos marejados, agradece por dona Anésia tê-lo ensaiado às escondidas e, de surpresa, tê-lo incluído numa apresentação de teatro. “O aplauso me transformou, deu-me confiança”.
E dona Anésia sorri, provavelmente encantada pela mania da vida de nos devolver todo o bem que fazemos. Mesmo que depois de décadas. Assim, num dia qualquer. Beijos enormes...