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Segunda 23, redação de Viva!. Em meio aos instigantes debates que costumamos travar – aqui se discute de cobertura de bolo a dilemas existenciais – uma declaração do repórter free lance Fabrício Pellegrino me chama a atenção. “Se não vou com a cara de alguém, fico incomodado; pô, como desejar um mundo harmônico se sequer me dou bem com certas pessoas?”
Entre curiosa e constrangida, pois quando meu santo não bate com o de fulano ou sicrana eu morro de preguiça de reverter a primeira impressão, quis saber o que meu colega faz ao ser acometido por eventuais antipatias.
Ele, então, explicou que se pergunta o porquê de não curtir a criatura e tenta analisar se colabora para isso acontecer. Perguntei se adiantava. “Não, mas pelo menos eu tento, né?” E fiquei pensando como esse simples exercício já o deixa, sim, mais próximo do tal mundo harmônico.
Pois, como pregava o poeta americano Henry Longfellow, “se pudéssemos ler a história secreta dos nossos inimigos, descobriríamos na vida de cada um mágoas e sofrimentos suficientes para desarmar qualquer tipo de hostilidade”. Beijos enormes...