Quando tudo parece sob controle, o destino vem e sacode geral. Como diria Toquinho na canção Aquarela, “sem pedir licença muda nossas vidas e depois convida a rir ou chorar”. A maioria fica com a segunda opção. Não necessariamente pelas mudanças serem negativas, mas pela insegurança que o novo desperta.
Daí os momentos de “correção involuntária de rota” servirem de termômetros perfeitos da fé-no-próprio-taco. Afinal, quando nossos referenciais externos se mostram confusos ou desafiadores, temos de buscar certezas internas que nos capacitem a encarar o que vem de fora.
Para ilustrar melhor o que digo, reproduzo uma frase que ouvi de meu pai na época de sua aposentadoria: “Filha, eu sei quem eu sou, mas não sei quanto valho”.
Ou seja, ele estava acostumado a mensurar sua inteligência, competência e capacidade produtiva por cargos e salários. Quando se viu sem tais parâmetros, sentiu-se perdido, incerto do próprio valor. Não deve ser fácil!
Por isso, deixemos de lado o medo das mudanças. Chega de confundir comodismocom estabilidade. Pois melhor do que VIVER numa fortaleza é SER uma fortaleza, abalável apenas pelo estritamente necessário. Beijos enormes...