...“Aí está a mulher que me levou pro altar e que, depois de me seduzir com graças de virgem descarada, gerou filhos meus, mas, sobretudo, seus e eu nunca mais a tive só para mim. Seus, nossos filhos... Dádiva, fosso, rivais, anjos, demônios. Seus, nossos filhos, saídos das suas entranhas de terra, de sangue que sorviam seu leite, consumiam seu tempo, transformavam seu corpo e detinham o controle absoluto dos seus sorrisos. Seus, nossos filhos, tão lindos, tão nossos, tão absurdamente extensões suas.
Tiravam tudo de você porque eram você, feitos da sua carne, dos seus sonhos e, à noite, te devolviam exausta, exaurida e incrivelmente feliz, drenada de seivas, energia e amor. Você deitava cansada, vestida, e me olhava com olhos de mãe. Não havia mais a cadela fogosa. Você não tinha mais cheiro de fruta madura. Você cheirava a lavanda infantil, a golfada, a hipoglós. E o sexo era interrompido por choros, mamadas, pressentimentos e eternos levantares da cama para cobrir um, dar xarope para outro, fechar janelas em noites de vento, velar febres, pesadelos e manhas.
E você se dividiu e me excluiu e me preteriu. Não fazíamos mais amor sobre a mesa, muito menos na capela. Não dormíamos mais nus no chão, nem rolávamos nos cafezais. De repente, uma ternura fraternal invadiu nosso sexo e eu fui tomado por uma espécie de respeito, reverência porque você era agora a mãe dos meninos.
Os meninos estavam por todo canto, principalmente na sua cabeça. A maternidade foi devastadora na sua vida. Quer dizer, na minha vida. Enquanto você crescia e inflava como se fosse terra plantada, eu murchava e me encolhia num canto. Daquele canto, comecei a olhar as outras mulheres, todas as mulheres. Queria todas. Culpava você por aquele desterro.
E assim passaram-se os anos, eu traindo você e você feliz da vida, plena, cercada por filhos, mamadeiras, brinquedos e problemas infantis, desatenta e inocente. Segura do meu amor, distante do meu desejo. Não mais minha amante, de repente, madona, amiga, distante. Quando você se deu conta eu já estava de partida. Ainda lhe vejo parada na porta do quarto, perplexa, lívida me vendo sair sem mala, sem medo. Não nos dissemos nada, lembra?
O mal-estar foi quebrado por um grito de “Mãêêêê!!!” e até naquela hora você atendeu. Saiu correndo em direção ao grito e então foi a minha vez de ficar perplexo. Saí sem beijar meus filhos, sem fechar a porta, sem pegar dinheiro na gaveta. Saí sem olhar para trás. Você não estava lá para me ver. Naquele instante, parece loucura, eu me senti abandonado, tudo se inverteu, você roubou a cena ao sair para acudir um filho.”...
Trecho do livro inédito Entre a Vida e a Morte, de Hilda Lucas

sheila.dayane@hotmail.com::Sheila Moratto Garcia Gomes::Nossa isso é profundo mas na minha opinião a vida a dois não pode cair na rotina, nem que seja na madrugada, ou na hora em que os filhos estão na escola, o casal tem que tem uma vida seja a qualquer hora, tem que encontrar um momento para o amor ou nenhum casamento sobrevive. Nós mulheres temos que fazer surpresas, fetiches (dentro do que aceitamos e respeitando limites) para não cair na rotina. Não deu pra fazer amor, liga pro celular dele ou para o escritório fala que o ama. Mas isso não quer dizer que o homem não deve fazer isso também, pois, é a mulher que segura a barra o dia inteiro e ás vezes ainda trabalha fora, mas nunca deixa a peteca cair.Então homens, dêem valor a estas guerreiras, pois,elas merecem. Sabe, são nas pequenas coisas que sentimos o amor. Amor é sempre ser lembrado, nem sempre precisa de grandes atitudes. (mas elas tambem são bem vindas).
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27/05/2008 - 07:09
eliane_cfc@yahoo.com.br::eliane::~Realmente essa materia é muito importante, pois devemos aprender a dividir as tarefas,se o marido ajudar a cuidar dos filhos sobra tempo pra ele,(experiencia propria)
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26/05/2008 - 19:05
zi_d@yahoo.com.br::Zi::Ser mãe é divino,mas vejo como um alerta as mulheres .Nós devemos ser mãe, mas não podemos deixar de ser amantes ,esposas,mulheres...Cada um tem suas necessidades, os filhos, o marido, nós mesmas.Como sempre e para conseguir manter o que presamos, devemos ser multiplas, mutantes,em dobro.Ser mãe é maravilhoso, mas ser mulher no sentido de ser a fêmea tb o é.
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25/05/2008 - 16:16
REGINACONRADO_REGINA@HOTMAIL.COM::REGINA::ADOREI A MATERIA ESTOU VIVENDO ESSA REALIDADE,ANTES DE SER MÃE O VALORIZAVA MUITO E AS VEZES ESQUECIA QUE TINHA VONTADE PROPRIA DEPOIS QUE MINHA FILHA NASCEU, DESCOBRI O VERDADEIRO AMOR QUE DIVIDIMOS UMA PARA COM A OUTRA, E ESTAMOS QUASE NOS SEPARANDO POR QUE ELE Ñ SUPORTA A IDEIA DE EU VIVER DEBAIXO DOS SEUS PÉS.
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21/05/2008 - 16:12
REGINACONRADO_REGINA@HOTMAIL.COM::REGINA::ADOREI A MATERIA ESTOU VIVENDO ESSA REALIDADE,ANTES DE SER MÃE O VALORIZAVA MUITO E AS VEZES ESQUECIA QUE TINHA VONTADE PROPRIA DEPOIS QUE MINHA FILHA NASCEU DESCOBRI O VERDADEIRO AMOR QUE DIVIDIMOS UMA PARA COM A OUTRA, E ESTAMOS QUASE NOS SEPARANDO POR QUE ELE Ñ SUPORTA A IDEIA DE EU VIVER DEBAIXO DOS SEUS PÉS
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21/05/2008 - 16:10
neuma_nac@hotmail.com::neuma dantas:: Realmente,os homens não entendem o que é ser mãe,que apartí do momento que geramos um filho é para sempre. Daí vem as cobranças,os ciúmes etc.Coração de mãe é grandioso sem palavras. E o homem vai vendo e sentindo que vai ficando em segundo plano.
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21/05/2008 - 12:35
thaisefofa@hotmail.com::thaise::É...realmente é um pouco complicado para os homens entenderem nosso papel de mãe e muitas vezes se sentem abandonados.Eu passei exatamente por tudo isso,fizemos planos para ter nossa filha e de repente fui abandonada e nos separamos.Mas levantei a cabeça e segui em frente pois tenho a força do amor de minha filhinha e a força de vontade de viver e vencer junto com ela!adorei a matéria.
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21/05/2008 - 10:47
thaisefofa@hotmail.com::thaise::É...realmente é um pouco complicado para os homens entenderem nosso papel de mãe e muitas vezes se sentem abandonados.Eu passei exatamente por tudo isso,fizemos planos para ter nossa filha e de repente fui abandonada e nos separamos.Mas levantei a cabeça e segui em frente pois tenho a força do amor de minha filhinha e a força de vontade de viver e vencer junto com ela!adorei a matéria.
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21/05/2008 - 10:47
thaisefofa@hotmail.com::thaise::É...realmente é um pouco complicado para os homens entenderem nosso papel de mãe e muitas vezes se sentem abandonados.Eu passei exatamente por tudo isso,fizemos planos para ter nossa filha e de repente fui abandonada e nos separamos.Mas levantei a cabeça e segui em frente pois tenho a força do amor de minha filhinha e a força de vontade de viver e vencer junto com ela!adorei a matéria.
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21/05/2008 - 10:47
thaisefofa@hotmail.com::thaise::É...realmente é um pouco complicado para os homens entenderem nosso papel de mãe e muitas vezes se sentem abandonados.Eu passei exatamente por tudo isso,fizemos planos para ter nossa filha e de repente fui abandonada e nos separamos.Mas levantei a cabeça e segui em frente pois tenho a força do amor de minha filhinha e a força de vontade de viver e vencer junto com ela!adorei a matéria.
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21/05/2008 - 10:47
jucinetepereira@hotmail.com::JPCR::Ser mãe é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Amo muito minha filha e acho que os homens devem compreender que a partir do momento que resolvemos ter filhos, devemos compartilhar os problemas de maneira que ninguém saia prejuducado, pois o amor não acaba com o nascimento dos filhos, temos que conciliar as coisas para não criarmos situações inusitadas.
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19/05/2008 - 21:47
jucinetepereira@hotmail.com::JPCR::Ser mãe é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Amo muito minha filha e acho que os homens devem compreender que a partir do momento que resolvemos ter filhos, devemos compartilhar os problemas de maneira que ninguém saia prejuducado, pois o amor não acaba com o nascimento dos filhos, temos que conciliar as coisas para não criarmos situações inusitadas.
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19/05/2008 - 21:47
daiane.valandro@terra.com.br::Daiane::É...ser mãe deve ser muito bom mas não podemos esquecer que temos maridos. Por isso vou pensar muito bem antes de ter filhos, já ouvi muitos relatos parecidos com esse.
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19/05/2008 - 16:19