Desde a morte de seu parceiro João Paulo, em 97, Daniel se transformou no namoradinho do Brasil. O país abraçou sua carreira solo, acompanhou suas empreitadas no cinema e torceu para o sertanejo encontrar uma companheira que o fizesse feliz. Ao que parece, tudo saiu como os fãs planejaram. Daniel acaba de lançar seu 14º CD, "Difícil Não Falar de Amor", finaliza sua participação no papel principal do filme Menino da Porteira, que estréia em dezembro nas telonas, e há cinco anos namora a bailarina Aline de Pádua. Quer mais? Ele quer! O moço sonha em se casar e ter filhos. Em entrevista exclusiva a Viva!, o cantor fala sobre seus novos projetos profissionais, a proximidade dos 40 anos, a relação com as fãs e, claro, da namorada.
Viva! Mais: O que o novo CD apresenta de diferente dos outros já lançados?
Daniel: A diferença começa na produção, que foi feita com o Rick (da dupla Rick e Renner), pela primeira vez ao meu lado. O trabalho foi muito harmonioso. Optamos por marcar bem os instrumentos e não emperiquitar muito as músicas, dando um perfil semi-acústico ao álbum. As canções são diretas e têm mensagens simples. O resultado foi exatamente aquilo que esperávamos. Tomara que as pessoas gostem!
Viva!: A música título do CD começa com o verso "Eu já te escrevi mil cartas...". Você costumava escrever cartas românticas?
Daniel: Na adolescência, escrevia sim: cartas, bilhetes e pequenas declarações. Gosto de escrever bilhetes até hoje.
Viva!: O que uma música precisa ter para fazer parte do repertório do CD?
Daniel: A música tem que tocar fundo na gente. Eu e o Rick ouvíamos a canção e ela só era selecionada se nos apaixonássemos, se a mensagem fosse clara e tivesse o apelo para nos emocionar de alguma forma.
Viva!: Na maioria dos CDs, você segue uma linha mais pop/romântica, mas já lançou três CDs com música sertaneja de raiz. Qual dos trabalhos prefere realizar?
Daniel: Sou apaixonado pela música raiz. É meu berço! Por isso fizemos esse projeto especial (Meu Reino Encantado) dentro da minha carreira, para recordar grandes clássicos ao lado de gente fundamental para a música sertaneja. Mas música, para mim, é universal e meu estilo foi se desenhando ao longo da minha carreira desde o saudoso João Paulo, quando já cantávamos o romantismo e também o arrasta-pé.
Viva!: Em que países lançou seu CD em espanhol e como está a carreira no exterior?
Daniel: O Daniel em Espanhol foi lançado no México, Estados Unidos e na América Latina. No ano passado, me apresentei em Luanda, na Angola. Acho que foi a única vez no exterior que cantei para uma maioria de pessoas do próprio país e não para colônias de brasileiros, como já aconteceu nos Estados Unidos, Japão, Uruguai... Foi muito bacana mesmo! O público é caloroso como o brasileiro e apaixonado pelas coisas do Brasil.
Viva!: Você já fez filmes com Xuxa e Renato Aragão. Agora, trabalha em O Menino da Porteira. Sente que melhorou como ator?
Daniel: Não me sinto ator; sou cantor. Estes trabalhos só vêm somar na minha carreira como cantor. Na verdade, nos filmes anteriores fiz participações pequenas, que não exigiam tanto porque os personagens eram parecidos comigo. Desta vez é um personagem complexo, é diferente.
Viva!: Como se preparou para viver o peão Diogo?
Daniel: Fiz laboratório por cerca de um mês, sem pegar no texto, somente sendo orientado pelo Luiz Mário, um preparador de atores excelente. Nunca tive uma experiência assim... Adorei! Em termos de respiração, aprendi muitas coisas que vou levar para o palco. Foi um laboratório rico e fundamental para poder viver o Diogo pensar e agir como ele nas cenas.
Viva!: Pensou muito antes de encarar essa responsabilidade?
Daniel: Quando fui convidado, fiquei surpreso, mas topei o desafio na hora. Depois é que vi a complexidade de tudo e me empolguei mais ainda. Está sendo um grande desafio e o Diogo é um presente do Jeremias Moreira, diretor do filme, e do Moracy do Val, produtor executivo.
Viva!: Até quando grava sua participação e qual foi o momento mais difícil da filmagem?
Daniel: Gravamos até o mês de junho, em diversas locações. O mais difícil talvez sejam as cenas de muita emoção, raiva, cenas que exigem muita concentração. A previsão é que o filme seja lançado entre o final desse ano e começo de 2009.
Viva!: Em setembro, você completa 40 anos. Já programou alguma comemoração especial?
Daniel: (Risos) É, estou chegando nos 40, ainda não pensei na comemoração, mas certamente vou comemorar muito com meu público, cantando para eles nos shows.
Viva!: Quais são as vantagens e desvantagens de chegar aos 40?
Daniel: A vantagem, talvez, seja mesmo a experiência que adquirimos a cada dia, o aprendizado e o crescimento a partir das mais diversas situações que vivemos. A desvantagem, talvez, seja o fato de não poder mais fazer tantas extravagâncias alimentares, por exemplo. Nesse momento, estou priorizando uma alimentação saudável, jogando minha bola quando posso, cuidando da saúde...
Viva!: Onze anos após a morte do João Paulo, ainda é difícil subir ao palco sozinho?
Daniel: Ainda é muito difícil sim. Com ele, dividia tudo no palco: a alegria e também a responsabilidade. É uma saudade eterna, mas sei que onde quer que esteja está feliz por eu ter dado continuidade a tudo aquilo que plantamos.
Viva!: Como é o seu contato com a família do João Paulo?
Daniel: Tenho contato com os irmãos dele e a mãe já faleceu. A filha e esposa eu vi há pouco tempo, quando fizemos um programa em homenagem a ele.
Viva!: Você já declarou que, às vezes, na frente de todo mundo, uma ou outra fã pede um beijo na boca. Quando estava solteiro, chegou a atender a esse pedido?
Daniel: Na frente de todo mundo não, né? (risos) Esse é o pedido de fã que me deixa mais constrangido.
Viva!: Em suas músicas, você sempre cantou o amor, porém, nesses anos todos, demorou muito para assumir um romance. Você é um homem difícil para se apaixonar?
Daniel: Não, me apaixono facilmente, mas preservo a pessoa que está comigo. É meu jeito de ser.
Viva!: Há quanto tempo namora a bailarina Aline de Pádua? Vocês são ciumentos?
Daniel: Estamos juntos há uns 5 anos, mas não sou ciumento, nem ela. Sabemos entender o trabalho um do outro e acho que deve ser assim.
Viva!: As fãs têm ciúme da sua namorada?
Daniel: Acho que as fãs de verdade não têm ciúme não, pois querem me ver bem e feliz. O comportamento varia de fã para fã, mas, em geral, elas são comportadas (risos).
Viva!: Para quando as fãs podem esperar o casamento e os filhos do Daniel?
Daniel: Não sei precisar para quando, mas quero sim ter minha família e vou buscar isso. É um sonho a ser realizado...