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Longe do caminho das drogas

Os pais têm, sim, poder de influenciar os rumos que os filhos tomam no quesito uso de entorpecentes. Mas, para tanto, precisam estar informados e acessíveis


Em outubro de 2007, a família de Lucas Francesco Amendola Maiorano, 17 anos, sofreu um baque. O garoto saiu de casa dizendo que passaria o fim de semana com amigos em Angra dos Reis (RJ). Foi encontrado morto por overdose de drogas e álcool na cidade de Itaboraí, também no Rio, após participar de uma "rave" - festa que dura mais de um dia. Inevitável os pais de Lucas se perguntarem se poderiam ter desconfiado antes da atração do filho por entorpecentes. Afinal, tais substâncias alteram o comportamento.

As medidas que diminuem o risco de tragédias como essa começam com conversas ainda na infância. "Ouça atentamente o que a criança contar; ela quer ser escutada. Caso não receba atenção em casa, vai procurar pessoas que talvez dêem conselhos equivocados", alerta Leni Marostega, psicóloga, de São Paulo.

Nesses bate-papos, pais devem dizer o que é certo ou errado, ensinando a lidar com as vitórias e as possíveis frustrações. Sempre de forma serena - em especial se o filho revelar ter feito algo errado. Do contrário, ele temerá ser honesto quanto a determinados assuntos. Elogios, agradecimentos e expressões de carinho também são importantes para fortalecer a auto-estima. Convém que sejam redobrados na pré-adolescência, quando mudanças e descobertas abrem espaço para o perigoso mundo das drogas.


• Diálogo aberto
• Drogas liberadas, mas perigosas


Clique nas imagens abaixo e descubra alguns sinais que mostram se seu filho está na direção errada:


Autor: Ana Paula Vieira ¿ anapaula.vieira@abril.com.br

Data publicação: 17:48:00 07/11/2007

 
 


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