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Seguro-desemprego na mão

Benefício do governo federal pode chegar a R$ 710,97 por mês. Saiba como garantir o seu!


Você estava contratada, com salário fixo todos os meses, auxílio-refeição e vale transporte. De repente, o patrão resolveu dispensar os seus serviços sem justa causa!Depois do baque na auto-estima - porque, independentemente do motivo, sempre ficamos mal - vem o questionamento: como pagar as contas? Há pessoas que ainda não sabem, mas, nessas condições, todo mundo tem direito ao seguro-desemprego, uma ajuda governamental que vai de R$ 380 a R$ 710,97 mensais.

Durante até cinco meses, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) garante o benefício para quem não conseguiu recolocação no mercado. Ou seja, um reforço fnanceiro que, no total, pode somar R$ 3.554,85! Apesar da extensa lista de documentos (veja quadro), os pré-requisitos não são muitos. O principal deles é o tempo de contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de, no mínimo, seis meses nos últimos três anos - não importa se o período não foi apenas na última empresa. Valem todos os lugares pelos quais você passou - até os temporários! - nesses 36 meses.

Ao reunir a papelada, fique atenta. "Os principais problemas que inviabilizam o recebimento são falta de documentação e de comprovação de vínculo empregatício", alerta Márcio Borges, coordenador-geral do Seguro-Desemprego, Abono Salarial e Identidade Profissional do MTE.


• Tenho direito ao dinheiro?
• Quais documentos são necessários?


Sem dúvidas
Para evitar que você espere mais tempo do que o necessário para ter esse dinheiro, Viva! levantou as principais dúvidas dos trabalhadores no MTE. O órgão possui um serviço que esclarece, por telefone, assuntos como abono salarial e direitos trabalhistas - o seguro-desemprego é, de longe, o que mais desperta questões, totalizando 79% dos 1.476.035 atendimentos registrados no primeiro semestre desse ano! Veja na página ao lado quais são elas e saiba como contar com grana o mais cedo possível.

Força, sempre
Mesmo com a perspectiva de receber essa grana, convém organizar-se bem financeiramente. Como fez Bianca Rinaldi, a Maria de Caminhos do Coração. Ciente de que o desemprego não tem hora certa de bater à porta, todo mês ela economizou alguns reais. Assim, quando se viu numa entressafra de trabalho, pôde viver sem recorrer ao seguro-desemprego. A atriz revela, ainda, outra receita para não desanimar na busca por outra oportunidade: "Mantenha o foco no seu desejo e seja persistente".


Em quantas parcelas receberei o seguro?
O valor do benefício e o número de parcelas variam conforme o salário e o tempo trabalhado nos últimos três anos anteriores à dispensa. Confira:

3 parcelas/ Tempo de trabalho: de 6 a 11 meses
4 parcelas/ Tempo de trabalho: de 12 a 23 meses
5 parcelas/ Tempo de trabalho: de 6 a 11 meses

Contato
O MTE esclarece as dúvidas dos trabalhadores pelos telefones:
0800-610101 - para as regiões Sul e Centro-Oeste, além dos estados do Acre, Rondônia e Tocantins.
0800-2850101 - para as regiões Sudeste, Nordeste e Norte, exceto os estados mencionados acima.
Na internet, o endereço é www.mte.gov.br/seg_desemp/default.asp


 


Autor: Raquel Bocato - raquel.bocato@abril.com.br

Data publicação: 12:12:00 17/10/2007

 
 


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