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Mais perto do emprego

Uma das formas de encurtar o caminho para conseguir um trabalho é investir em cursos técnicos de nível médio, que aliam teoria e prática, entre outras vantagens

Há vários atalhos para ingressar no mercado de trabalho. Mas, certamente, um dos mais populares – e que apresenta melhor resultado – é concluir o ensino médio técnico. Com um diploma desse na mão, as chances de conseguir uma vaga numa empresa se multiplicam. Os dados o- ciais comprovam. “A empregabilidade desses técnicos tem sido muito grande! Na rede federal, chega a 90%”, atesta Eliezer Pacheco, secretário de Educação Pro-fissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC).

Se você acha que essa modalidade serve apenas para quem está freqüentando o ensino médio ou não passou muito dos 20 anos, reveja seus conceitos. Para alguns especialistas, o ensino técnico tem atraído jovens, pessoas que “querem obter uma pro-fissão para ajudar nas despesas da casa”, conforme avalia Nádia Villela de Almeida Rêgo, coordenadora técnica da vice-presidência educacional da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec-RJ).

Mas tornou-se procurado também por quem quer mais quali-ficação para abrir novas portas e conseguir outras oportunidades. E não faltam áreas para se aventurar. Para o MEC há 19, que vão de saúde, comunicação e gestão a turismo e informática. E, dentro delas, há milhares de cursos em todo o país! Se -ficou interessada e não quer arcar com a mensalidade das escolas particulares, pode estudar de graça em uma instituição federal ou estadual.


Aluno deve fazer estágio

Não basta assistir às aulas para garantir um diploma de ensino técnico. Antes disso, será preciso investir num estágio na área. O que significa ter, desde cedo, contato com a realidade do mercado de trabalho, suas exigências e demandas. A legislação estipula uma jornada máxima de seis horas diárias, num total de 400 – ou seja, um período de seis meses de aprendizado prático. Para quem está fora do mercado de trabalho, isso não chega a ser um problema. Mas quem já tem salário garantido no fim do mês deve se preparar para uma época de vacas magras. Apesar de muitas empresas oferecerem remuneração, não há uma regra. Por vezes, o profissional terá de cumprir essa exigência sem renda alguma. Para Eliezer Pacheco, o estudante não deve se preocupar. Geralmente, argumenta ele, o aluno é absorvido no fim do estágio. E quando isso não acontece, pode ser chamado para trabalhar em outra companhia.




Como funciona o ensino técnico

Escolas públicas e particulares oferecem cursos técnicos que duram de três a quatro anos, em três modalidades:

. INTEGRADO: Está integrado ao ensino médio; daí precisar ser feito na mesma escola e época. A rede federal privilegia esse sistema. “Para nós, é a melhor. Afinal, educar não é só formar profissionais, mas cidadãos completos, conscientes, críticos”, diz o secretário Eliezer Pacheco.
. CONCOMITANTE: O aluno cursa o ensino médio num turno e o técnico em outro e podem ser feitos em instituições diferentes. Somente as escolas estaduais e particulares oferecem essa opção.
. SUBSEQÜENTE (ou pós-médio): Ideal para quem concluiu o ensino médio. O aluno terá de assistir apenas às matérias técnicas. Ou seja, a duração será menor, de um ano e meio a dois anos. “O sistema subseqüente é ótimo, porque atinge pessoas mais velhas, que já terminaram o ensino médio mas não fizeram faculdade, estão sem emprego e querem voltar a estudar, qualificar-se para encontrar um emprego”, destaca Eliezer


Autor: Daniele Maia, daniele.maia@abril.com.br

Data publicação: 19:35:00 27/06/2008