A atriz Maria Bello, agora como Eve...
Gente, não sei o que anda acontecendo, mas ultimamente, todos os filmes que vejo no cinema não ultrapassam 3 estrelas na minha visão. Não sei se estou ficando mais chata, ou se os filmes estão!
Esse fim de semana assisti A Múmia 3 – A Tumba do Imperador Dragão. Fãzoca da “série”, esperava ver aventuras semelhantes. Mas não. Para falar a verdade, a temida múmia desse filme vira bichos... uma hora é um dragão de três cabeças, outra é um bicho estranho de quatro patas. Solta fogo, congela as coisas... uma confusão só! Sem falar nos abomináveis homens da neve, que aparecem do nada, para salvar Brendan Fraser e sua turma.
Ah, outra coisa que não gostei foi a mudança na intérprete da Eve, mulher do galã. Antes, Rachel Weisz. Hoje, Maria Bello. Não que ela não seja boa, mas Rachel já tinha dado vida e características próprias à personagem. Maria não consegue manter a braveza de Eve, muito menos a paixão do casal. Ela é doce demais pra isso!
Mas, o que mais senti saudade foi do Faraó Imhotep. Ele sim era mal! Jet Li, como o imperador não faz nem cócegas! Fizeram falta também, as areias e do calor do deserto. Para resumir, cansei da China, já bastaram as olimpíadas. Múmia mesmo, é no Egito!
A Múmia 3 – A Tumba do Imperador Dragão (2008) ˜˜
E vocês, o que acharam do filme?
Estava com meu namorado quando vi o trailer desse filme. Comentário do Alê: “acho que já deu essa fórmula Rio de Janeiro, favela, violência, né?” Concordei. Até ler uma crítica de um colega, que muito admiro, elogiando o roteiro. Fiquei com vontade de conferir. No final, embora entretida, estava confusa: onde será que aquele crítico viu “maestria” no filme?
De Breno Silveira, mesmo diretor de 2 Filhos de Francisco, a trama narra o romance entre os cariocas Dé (Thiago Martins) e Nina (Vitória Frate). Ele, moreno, vendedor de coco e morador da Favela Canta Galo, admira à distância e diariamente sua “princesa”. Loira dos olhos claros, ela abre sua janela na Vieira Souto (metro quadrado mais caro do Brasil) e fita Dé tanto quanto olhamos para um gari varrendo a rua. Uma relação que parece improvável encontra uma brecha no acaso: prestes a ser assaltada, Nina é salva por seu fã secreto. E aí a história segue o tradicional roteiro de amores impossíveis, com o casal enfrentando o preconceito alheio e suas próprias diferenças.
O final, apesar de inesperado, parece bobo. Mas não foi ele que me incomodou. Foi o amor de Dé por Nina. Foram os constantes elogios aos fios loiros e delicadeza da menina rica. Nina é sem graça, só dá risada, parece perdida, sem objetivos ou paixões... Fica a sensação de que Dé se apaixonou pela “princesa”, não pela garota. Como torcer por esse amor?
Era Uma Vez... (2008) - ˜˜
por: Paula Aftimus
Confesso: jamais vi um único episódio da famosa série de ficção científica. Claro, sabia sobre o que tratava o seriado e conhecia (de ver as chamadas) os agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully, designados a desvendar casos considerados “sobrenaturais”. Ele, crente no extraordinário. Ela, céptica. E entre os dois... uma enooorme tensão sexual.
“Esperei anos por esse roteiro”, ouvi da menina sentada ao meu lado. Um pouco de vergonha roseou minhas bochechas, devo dizer, por considerar o filme... só um filme. Isso até terminar de vê-lo. Porque no fim, após assistir por duas horas um agente dito qualificado tentar provar para sua parceira e equipe - mostrada como incompetente e burra - que um padre (pedófilo) é mesmo um vidente, meu constrangimento foi substituído pela dúvida: “você esperou anos por isso?” Sério, gente, essa é a história! O.k., para não ser tão má, agradou-me a interpretação de Gillian Anderson no papel da descrente agente Scully, e a decisão final da personagem. Só.
Recomendação: espere para ver quando alguma emissora comprar o filme e transmiti-lo durante a semana, depois da novela. Se não estiver com sono.
Arquivo X: Eu quero acreditar (2008) - ˜
por: Paula AftimusOutro dia, zapeando pela TV a cabo, deparei-me com Noiva em Fuga. Sem sono, decidi rever o romance entre a mulher que foge dos seus casamentos, sempre do altar, eo jornalista bonitão designado a escrever sobre ela. E não tem jeito: assistir a um filme pela segunda vez (ou terceira, quarta...) é analisá-lo mais criticamente. Pois bem, seguem minhas considerações:
- Alardeado na época do lançamento por trazer de volta às telonas o duo Julia Roberts e Richard Gere, o filme nem de longe se iguala ao sucesso Uma Linda Mulher.
- As roupas de Julia em nada valorizam a beleza da atriz. Tudo muito dia-a-dia, sem graça.
- Joan Cusack, que interpreta a melhor amiga da protagonista, arrasa. Dá uma vontade de ter uma amigona que nem ela!
- Noivas em busca de inspiração para seu próprio casamento certamente amarão a trama. Também, em duas horas de filme, assistimos a nada menos que quatro cerimônias!
- A moral da história, de que só quando estamos bem-resolvidas conseguimos fazer uma relação dar certo, supera muitas outras “lições” que comédias românticas costumam despejar por aí.
- E, por fim, acreditem: a maioria dos jornalistas não tem o charme – e muito menos a beleza – de um Richard Gere. Só em Hollywood mesmo (ou na Globo. Já que Carmo Dalla Vechia, o Zé Bob de A Favorita, não assemelha-se em nada com meus colegas de profissão, sinto dizer).
E você, já viu esse filme?
Noiva em Fuga (1999) - ˜˜˜
por: Paula Aftimus
No centro da Terra tem dinossauros, plantas carnívoras, uma praia deserta... entre outras coisas bizarras. Os diálogos são forçados – principalmente na versão dublada (que me perdoem os amantes de filmes dublados, mas eu sou fã do áudio original!) – e algumas cenas superdesnecessárias.
Chega a ser engraçado o jeito que eles forçam para que despejemos lágrimas! Claro que não pingou uma sequer de meus olhos!
Eu, muito fã do matador de múmias, Brandon Fraser, me decepcionei dessa vez. Com ele e com o preço da sessão: por ser em sala especial 3D, bem mais cara: R$ 25 a inteira! Absurdo, eu sei. Mas, se fosse um roteiro melhor valeria a pena. O que me faz dar duas estrelas na avaliação são os efeitos especiais. Se não fosse por eles, seria ainda uma estrela a menos.
Às vezes, um pássaro voava em minha direção, água pingava, e até levei um susto ou outro. Recomendo, mas apenas quando sair na locadora.
Viagem ao Centro da Terra (2008): ˜˜
:: Diga aí: você pagaria a mais para ver uma sessão em 3D?
Foto: divulgação
Eu sei, eu sei... essa trama há muito já saiu dos cinemas. Mas se a intenção é opinar sobre filmes, por que abandonar os disponíveis em locadoras? Eles também são entretenimento, tadinhos! rs
Mas voltando ao Capitão Jack Sparrow, aquela figura estranha e divertidíssima que Johnny Depp criou, escrevo para dizer que o terceiro filme da trilogia é bom. Os piratas bizarros que trouxeram os estúdios Disney de volta à grande cena continuam divertidos, esquisitos (alguns bem nojentos) e, claro, carismáticos. William Turner (Orlando Bloom) segue com seu charme de menino bem-intencionado e Elizabeth Swann (Keira Knightley)... bom, digamos que perto do final você certamente estará pensando: “será que esse bico é natural ou ela força a barra para ficar assim?”
A novidade fica por conta do chinês Chow Yun-Fat (aquele de O Tigre e o Dragão, lembra?), que faz um pirata meio sujo – moral e fisicamente – e de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, em uma hilária participação como pai de Jack. O roteiro? Humm... vou só dizer que as reviravoltas permanecem como alicerce de toda a ação. A verdade é que assistindo ao filme tem-se a impressão de estar vendo o terceiro episódio de uma série de TV. A aventura muda, mas os personagens e o modo como a história se desenrola são basicamente os mesmos. Ou seja, mesmo boa, a trama parece repetida, o que rouba parte do brilho da produção. Mas nada grave. Até porque... Orlando Bloom está no filme, né, gente!
Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007) ˜˜
por: Paula AftimusÉ bonitinho, mas não fez meu gênero de desenhos animados. Gosto daqueles encantadores. Sou do tempo de A Bela e a Fera, O Rei Leão e Aladdin.
Não que eu não tenha curtido o panda. Ele é engraçadinho. O problema é que passa metade do filme deprimido, outra metade lutando. Algumas tiradas são muito boas, como a hora que ele faz acupuntura. Hilário! Não ri demasiado como as crianças que freqüentavam a mesma sala do cinema. Também não chorei.

Ah, mais um adendo: me lembrou o clássico Kill Bill, de Quentin Tarantino. Não me pergunte o motivo. Talvez o treinador do Panda (Shifu), aí embaixo, seja muito parecido com Pai Mei (hahaha). Até acredito que o bichinho foi inspirado nele, por que não?

Não há segredos para ser bom no que você faz. Basta acreditar. E esse é o resumo da animação. Fofinho, Po, o panda, prova que, apesar de sua aparência rechonchuda, ele é capaz de se tornar um herói.
:: E você, já viu? Recomenda?
Kung Fu Panda (2008) ˜˜
Surpreendente e divertido. Não poderia haver melhor palavra para descrever Hancock. Como diz no site oficial, “existem heróis, existem super-heróis e existe Hancock”. Um tipo que não liga o mínimo para o que os outros pensam.
É um herói bêbado e atrapalhado, que mais destrói do que ajuda a cidade. Seu vôo – sim, ele voa! – não é nada delicado: abre um rombo no asfalto. Seu pouso destrói prédios e carros.
No papel principal, o craque Will Smith se mostra diferente de todos os filmes que já fez. Não está atraente nem arranca suspiros como mocinho – passa quase o filme todo com a barba para fazer e com um hálito de cachaça (tudo bem, não consegui sentir, mas digamos que a interpretação do moço diz tudo!). Arranca boas risadas do começo ao fim. Uma pena que dure tão pouco tempo (apenas 1h32m).
Hancock (2008)˜˜˜˜˜
Foto: Divulgação
Que Rodrigo Santoro e Alice Braga que nada! Eles estão bem longe de serem os protagonistas de Cinturão Vermelho. Ele mais do que ela, apesar dos dois terem destaque semelhante na capa brasileira do filme.
O único defeito do longa é mostrar os brasileiros como “espertinhos”. Não tão defeito assim, já que para tudo arranjamos mesmo nosso “jeitinho brasileiro” – e isso fica evidente! Mas, não vamos mudar o foco. Esse blog é de cinema, e é sobre isso que falaremos.
Se você quer ver muito Jiu-Jitsu, conflitos pessoais e a luta não só como um esporte, mas como uma filosofia de vida, assista! A história se passa ao redor de uma academia de Jiu-Jitsu que luta para sobreviver com sua moral intacta, em meio à corrupção e falsidade. O professor do recinto, Mike Terry, puro de coração, quer provar que há uma saída para todas as situações, e quanto mais se enrola, mais se fideliza aos seus princípios.
A novidade, para mim foi justamente esse professor, ou o ator Chiwetel Ejiofort. Eu não me lembro de tê-lo visto em outros filmes, mas desejo vê-lo mais. Sua interpretação me cativou!
Engraçada foi a sensação de assistir um filme metade legendado, metade em português. Apesar de se passar nos Estados Unidos, parte do elenco é brasileira!
Não é um modelo hollywoodiano, daqueles que estamos acostumados a ver nos cinemas estourando bilheterias. É uma produção simples, mas que eu recomendo.
Cinturão Vermelho ˜˜˜
Foto: divulgação
Se o nome M. Night Shyamalan não parece familiar, seus filmes - mais precisamente seu primeiro sucesso - certamente será. Diretor de O Sexto Sentido, esse indiano que mora nos EUA também é responsável por tramas como Sinais, A Vila e Corpo Fechado. O título deste último, em inglês, é Unbreakable - algo como “inquebrável”, em português. Bem melhor que Corpo Fechado, não? Pois é... novamente Shyamalan foi prejudicado pelos tradutores brasileiros com o péssimo nome de Fim dos Tempos para o que deveria ser “O Acontecimento” (The Happening).
Pois neste roteiro, apesar de embasado em uma catástrofe natural, não há explosões ou efeitos especiais extraordinários. Há o vento. Sim, o vento que sopra calmo e silencioso... transformando os humanos em suicidas. Mark Wahlberg faz um professor de ciências e a pouco conhecida Zooey Deschanel, sua esposa. A relação não está nada boa, mas eles lutam juntos contra uma natureza pouco amistosa. De tanto sofrerem nas mãos dos homens, as árvores decidiram alertar a humanidade que também podem ser letais. E aí o diretor capricha no suspense e sustos de fazer fechar os olhos. Mesmo assim não é um filmaço e o final chega a ser bobo. Mas que dá um medinho de respirar ao sair da sala de cinema... isso dá.
Fim dos Tempos (2008) ˜˜
Tão comentada quanto a volta de um dos mais carismáticos personagens do cinema foi a idade (avançada?) de seu intérprete: Harrison Ford, do alto dos seus 64 anos, ainda estaria apto a personificar, após quase duas décadas (o terceiro filme da série, Indiana Jones e a Última Cruzada, é de 1989) o destemido caçador de tesouros?
A resposta é afirmativa! Pois Sr. Ford continua irresistível no papel do arqueólogo que arrisca a vida em nome de artefatos históricos. Ele apanha de soldados russos (a trama se passa em 1965), sobrevive à formigas assassinas, atravessa explosões... tudo entremeado por suas características tiradas irônicas.
Este quarto filme ainda conta com a volta de Marion Ravenwood (Karen Allen), par de Indie no primeiro filme (Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, de 1981) e com quem o personagem tem ótimas cenas. Além de Karen, a australiana Cate Blanchett dá graça à vilã Irina Spalko, uma militar russa disposta a tudo para obter a tal caveira do título.
E, claro, há o novato Shia LaBeouf. Esse americano está aos poucos conquistando espectadores com seu carisma natural e talento surpreendente. No papel de Mutt Williams, jovem que recorre ao Dr. Jones para ajuda, ele só acrescenta em uma trama bem montada e divertida. Tem que assistir. E depois correr para a locadora para (re)ver os outros três!
Indiana Jones e o Reino da Cabeira de Cristal (2008) ˜˜˜˜˜
Foto: Divulgação
por: Paula AftimusA proposta de Ponto de Vista é interessante: desvendar um atentado ao presidente dos Estados Unidos através do que diversos personagens presenciaram do ocorrido. Desde o segurança particular da vítima até um turista, os trâmites do crime são revelados ao espectador pela percepção – sempre parcial – dessas testemunhas.
Excluídos de toda ação, sem saber o que de fato se deu, os que estão do lado de cá da telona fixam o olhar a cada detalhe paulatinamente revelado e, sempre que o filme volta – isso mesmo, terminada a participação de determinado personagem no atentado, a trama é "rebobinada" até minutos antes do crime – vem aquela raiva gostosa e saudável que bons suspenses provocam, não nos permitindo descobrir o que efetivamente aconteceu.
O problema é que, já na segunda dessas seqüências, um certo diálogo e olhar nos revela, sem grande esforço, quem ali é o traidor (porque sempre tem um, né?). E então a graça fica em entender porquê e como ele fez o que fez. E nem isso – por culpa do ator ou do roteiro - fica bem resolvido no final...
Ponto de Vista (2008) ˜˜
por: Paula Aftimus
Mulheres de sucesso, cheias de amigos, com uma boa vida, desbravando a cidade de Nova York (EUA). O que falta? Sorte no amor.
Seguindo mais do que nunca o estilo do seriado, Sex and the City: o Filme cumpre bem o seu papel de discutir relacionamentos, onde a casada é traída, a mais bem-sucedida é abandonada e a que nunca toma jeito, toma, vamos dizer, jeito! Ou não? Ok, nem tudo dá certo para essas quatro mulheres, e é isso que deixa o longa com cara de vida real e mexe com as nossas mais profundas emoções.
Mas, o longa deixa claro que quando se tem amigas, tem tudo.
Não espere que eu conte o final, embora eu esteja me segurando para não comentar sobre ele. Assistam, e me digam o que acharam... Eu recomendo: chorei!
Sex and the City: o Filme ˜˜˜˜
Foto: Divulgação
Meu nome não é Johnny é um filme divertido. Em alguns momentos, parece até meio longo – mas aí podemos culpar o fato de já sabermos o final. A trajetória do carioca João Estrela, o tal Johnny do título, não surpreende. Pelo menos não em 2008. Certas atitudes do playboy que se envolveu com o tráfico no Rio de Janeiro e acabou preso é que acabam por nos assombrar. Assistir alguém que nunca soube diferenciar o certo do errado se mostrar ético em momentos onde a outra opção era o silêncio, dá fôlego extra à esperança.
E ainda há Selton Mello, no papel principal. Nada me tira da cabeça que foi ele o responsável por alguns bons milhares de espectadores que lotaram as salas de cinema logo que o filme estreou.
Meu Nome Não é Johnny (2007) ˜˜˜
Foto: Divulgação
São 95 minutos perdidos. Hora ou outra, uma leve risada saia de minha boca. Na verdade, só não foi pior devido ao preço pago pela sessão: exatos R$ 2 (todos os dias às 15 horas no Cinemark, a inteira é R$ 4 e a meia é R$ 2!). Excelente promoção, se não fosse pelos títulos bizarros apresentados. Cada hora é um pior que o outro.
Super-Herói: O Filme tenta satirizar longas que fizeram nome no cinema, porém, se mostra bem mais como uma cópia barata de Homem Aranha. Explico: as cenas, o roteiro, tudo igual ao filme do aracnídeo, se não fosse pelo fato do protagonista de Super-Herói ser bem mais atrapalhado – e chato – do que Peter Parker.
Está longe de se tornar referência em sátiras, como Todo Mundo em Pânico (o primeiro, porque os outros, convenhamos, deixam muito a desejar). Não estou mal-humorada hoje, não! Só cansei de ver porcarias nas telas. Acho que estou me tornando mais exigente...
Super-Herói: O Filme ˜
Foto: Divulgação
por: Lígia MenezesAs coisas funcionam bem melhor quando se tem "cabeça aberta" às novas experiências. Podemos considerar pessoas assim especiais. Ou seriam normais, e nós que somos um bando de "velhos"?
É essa reflexão que Juno passa. Uma história bem diferente das que estamos acostumados, onde o final feliz ultrapassa os limites da realidade e entra na fantasia.
O fim do filme é feliz, sim, porém real! Uma adolescente de 16 anos não tem condição de criar uma criança e ponto. Ainda que seja com o suporte da família, o psicológico dessa "criança" para cuidar de um bebê não está preparado. E Juno percebe isso logo no início de sua gravidez acidental, agindo para muitos com frieza, mas para outros tantos, com uma maturidade fora do normal.
O longa mereceu ganhar a estatueta do Oscar por melhor roteiro original. E digo mais, deveria ter sido indicado também como melhor trilha sonora.
Juno é a prova de que não é necessário um orçamento bilionário para se produzir um bom filme. Basta reunir um elenco apto – por falar nisso, Ellen Page está ótima como protagonista - e ter uma história original!
Juno ˜˜˜˜˜
Foto: Divulgação
Quem nunca teve que se trocar no banco de trás de um carro? Ou quem nunca comprimentou alguém, e em seguida percebeu, essa pessoa estava falando com outra, atrás de você? Ou ainda: não teve coragem de dizer "não" para uma amiga?
Situações mais comuns do que imaginamos aparecem no filme "Vestida para Casar". Comédia romântica bem light – bem mais comédia do que romântica!
Para os chorões curiosos: o filme faz, sim, chorar! Quer dizer, lacrimeja os olhos com algumas falas. É bom, mas, em meu conceito, perde estrelas pelo senso comum.
A história é clássica: uma dama de honra, que já participou de 27 casamentos, meio reprimida com seus sentimentos, se apaixona pelo chefe – que, detalhe: se torna noivo da irmã da eterna daminha!
O elenco foi bem escolhido, assim como o figurino: um vestido pior do que o outro, representando direitinho aquelas peças "lindas" que são usadas em casamentos americanos...
Enfim, vale a pena assistir, mas vá antes das 16 horas, assim, paga pela sessão matinê, que é o que o filme merece.
Vestida para Casar ˜˜˜
Foto: Divulgação
Contar que a sex symbol Scarlett Johansson está no filme já denuncia que ele não é exclusivamente infantil. Mesmo com um figurino que em nada favorece suas formas, a atual preferidinha de Woody Allen transborda sensualidade no papel da babá do título. E, claro, conquista o vizinho bonitão. Pois é... a trama é construída sobre clichês e estereótipos: Sra X (Laura Linney) é loira, rica e fútil, esposa de um gordinho que a trai com a secretária e mãe de um pestinha a quem ela praticamente nem olha nos olhos. Babá bonitona chega, sofre para ganhar o amor da criança, tenta melhorar a relação entre os patrões e o menino e acaba demitida.
O roteiro poderia promover um debate sobre quanta atenção as crianças de hoje precisam e quanta de fato estão recebendo se tudo no filme não fosse tão caricato. O tal vizinho (o típico americano, mas gatérrimo Chris Evans) vale... humm... R$ 3 dos R$ 7 gastos no cinema. Agora, se for fã da loira bocuda e quiser mesmo assistir à trama, confira antes se não se trata de uma cópia dublada. Eu cometi tal deslize. E a experiência foi ainda pior.
Diário de uma Babá (2007) ˜ ˜
Foto: Divulgação
"Não foi Deus quem fez isso, nós fizemos"
Trecho do filme "Eu sou a lenda", com Will Smith.
Realmente, o estrago que verificamos no longa é fruto do homem brincando de Deus. Não que eu seja contra a ciência, nem nada... mas dá medo pensar aonde podemos chegar.
A princípio, uma cientista encontra a cura do câncer... só que, algum tempo depois, essa cura desenvolve uma epidemia e cria os "caçadores das trevas", ou seja, seres humanos raivosos que saem a noite – porque não suportam o sol – para caçar outros seres humanos, cachorros, e tudo que encontram pela frente. Aí, a raça humana fica extinta e dá lugares a esses monstros. Apenas algumas pessoas são imunes, graças à variedades genéticas... e Will Smith, como Dr. Robert Neville, é uma delas. Ele segue uma rotina desesperadora, junto com sua cadela Sam, sua única companhia.
Agora, voltando à trama: é um filme que nos faz pensar, e até chorar... tudo bem, não vou contar o que acontece. Quem já viu sabe de qual parte estou falando!
É uma emoção atrás da outra. Não parava quieta na cadeira do cinema, e ouvia vários gritos de susto na sala do cinema. Muitas vezes quis cobrir o rosto ou parar de assistir. Me dava uma sensação ruim...
Há algumas cenas desnecessárias para a história, mas bem desejadas para as gurias de plantão: Will, ou melhor, Robert, fazendo ginástica. Aliás, pelo que as revistas e os sites de celebridades estão falando, o astro não é só lindo. Em sua visita ao Brasil, esbanjou simpatia com os fãs e até com os jornalistas! Sorte nossa, né?
Eu Sou a Lenda (2007)˜˜˜
Foto: Divulgação
Sabe aquele tipo de filme que tenta retratar o ser humano e suas inquietações da maneira mais realista possível, com longos diálogos enquanto se prepara o jantar ou arruma-se a cama? Exatamente como na maioria dessas tramas, Amigas com Dinheiro não foi bem-sucedido nessa intenção. Falta felicidade. Concordo que somos uma espécie bastante descontente e preconceituosa (muitas vezes com relação às nossas próprias escolhas e opiniões), como mostra o filme, mas também sabemos rir! E não só da desgraça alheia. Sem alegria, a humanidade dos personagens, tão evidentemente almejada pela diretora (Nicole Holofcener), fica falsa e o filme perde força. Se estiver passando na TV vale a pena parar para assistir, mas não gaste seu dinheiro na locadora.
Amigas com Dinheiro (2006) ˜ ˜
por: Paula Aftimus
O nome do filme é P. S.- Eu Te Amo. Explico pois vai que você acha que estou declarando meu afeto a quem quer que esteja lendo este post – o que não estou. Pois a confusão já se deu com diversos amigos. O lado bom é que a maioria dos que interpretaram o bem sacado título como uma declaração espontânea de amor responderam de forma positiva. Ufa! Terão os produtores escolhido "Ps: eu te amo" com isso em mente? Acho que não. Deve ter sido uma daquelas sortes que caras de sorte têm.
Ah, o filme! Então... é de fazer chorar. Muito. Escandalosamente. Perto do final, sem qualquer bebida por perto, cheguei a pensar que desidrataria, bem ali, naquele cinema lotado. Mas também, imagine ser a parte ingrata e reclamona da relação e, sem nem estar perto de reconhecer o quanto a outra pessoa é especial, ela morre. A cada descoberta de Holly (Hilary Swank) – sobre ela, seu amado, sua família e amigas – cerca de 1 ml de água em forma de lágrimas era expelido do meu corpo. Resumindo: um bom filme.
P. S.- Eu Te Amo (2006) ˜˜˜
Foto: divulgação
Vai falar que você não se derrete por uma comédia romântica? Daquelas que te faz rir e chorar ao mesmo tempo? Pois é... Encantada é assim. O engraçado é que não é um filme que está sendo muito divulgado, mas vale a pena correr para o cinema!
Os primeiros onze minutos são mágicos, desenho animado mesmo. Até que... a princesa embarca no mundo real, ou melhor, no pesadelo do mundo real: o esgoto de Nova York. Com sua mania de cantarolar e dançar no meio da rua, conquista vários amigos. Aí é só loucura: o príncipe, o esquilo e até a bruxa aparecem na versão humana! Divertidíssimo!
Ah, o elenco também tá forte. A atriz principal, Amy Adams (que faz a Giselle na trama) arrasa. Gesticula mais do que qualquer pessoa, parece que foi tirada de um desenho mesmo. E a bruxa... interpretada por ninguém menos do que a fera Susan Sarandon – não preciso dizer mais nada, né?
Encantada (2007) ˜˜˜˜
por: Lígia Menezes



Amamos! 


Você tem que assistir 

Filme bom, vale a pena
Nada para fazer? Assista!
Não perca seu tempo
