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Os bastidores da Sapucaí

No Brasil, dizem, o ano começa depois do carnaval. O meu teve início em plena Sapucaí. Não necessariamente na passarela do samba, mas pelos camarotes, na concentração, enfim, nos bastidores da festa que movimenta o Rio de Janeiro e seduz o mundo. E olha que fui a trabalho. Se fosse uma viagem de férias não seria tão empolgante.

Minha presença na cidade do samba estabeleceu um desafio profissional. O tour envolveu uma equipe empenhada em transportar você àquele universo mágico por meio de notas quentinhas e rápidas em nossa página virtual, diretamente do olho do furacão. Lana Bitu, (redatora-chefe de Viva!), Glau Gasparetto (editora-responsável pelo site da revista), Sandra Paton (Coordenadora administrativa da Viva!), Silvana Silva (assistente de redação) e Ana Agiz (responsável pelas imagens) se articularam para viabilizar essa aventura. Juntos, trabalhamos para conquistar o melhor resultado. Eu de lá e elas daqui.

Em princípio, fiquei temeroso ao cair de pára-quedas em um evento dessa magnitude. Sim, tanto luxo, glamour e grandiosidade inibem, mas por pouco tempo. Afinal, é preciso arregaçar as mangas enquanto as passistas exibem o rebolado. No começo, convivi com a sensação de que me perderia a cada esquina da Sapucaí. Ao final do segundo dia do carnaval conhecia aquele espaço como o quintal da minha casa.

Por nada nesse mundo desgrudei do meu bloco de anotações, da máquina fotográfica e do notebook. Tudo merecia registro. Algumas vezes, para não perder tempo, cheguei a cruzar a avenida do samba em pleno desfile. A chuva me fazia patinar na pista lisa. Fiquei com medo de despencar em plena Sapucaí e ser arrastado por uma ala qualquer. Se caio embaixo da fantasia de uma baiana, seria arrastado até a dispersão sem ser notado. Como elas rodam, não? Cheguei a ficar zonzo só de ver. Deve haver alguma técnica para não bambear.

Também visitei os camarotes da Brahma, Nova Schin e Grande Rio. Trafeguei pela concentração, carros alegóricos, equipes de apoio e sambistas. Vi a multidão em êxtase diante dos seus ídolos e da beleza das rainhas e madrinhas de bateria. Todo mundo merece, um dia, viver essa experiência. Até quem não gosta de carnaval vai se deixar levar pela cadência contagiante dos pandeiros e afins.

E as histórias dos bastidores? Que delícia! Luiza Brunet, a musa do camarote Brahma, era pura simpatia. Ellen Jabour, repórter do Vídeo Show, espontânea que só, um encanto. Serginho Groisman e Lázaro Ramos, sempre divididos entre a Bahia e a cidade do Cristo Redentor, em 2008, ficaram no Rio de Janeiro. Susana Vieira, além do samba, se jogou no funk com o marido e o filho. Juliana Paes, Grazzi, Natália Guimarães, Viviane Araújo, Adriana Bom Bom... quantas rainhas naquele império. Mas show à parte mesmo foram os beijos quentes entre Monique Evans e André Gonçalves. Alí, juntou a fome com a vontade de comer.

Quer saber mais do que rolou na Sapucaí? Confira em: http://mdemulher.abril.com.br/especiais/carnaval.shtml Ah, e dê uma olhadinha nas muitas fotos que tem por lá (Direto da Avenida). Agora diga: para você, quem surpreendeu no carnaval 2008, hein?

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