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A mulher já conquistou o seu espaço... Porém, ainda há quem pense que a opinião do homem deve prevalecer. Veja esse caso:
O juiz de Minas Gerais, Edilson Rumbelsperger Rodrigues, que chamou a lei Maria da Penha - aquela de proteção às mulheres contra agressão masculina - de “conjunto de regras diabólicas” e negou pedidos de medidas contra homens que agrediram suas mulheres, se retratou na semana passada, e disse ter sido mal-interpretado pela imprensa.
Em nota, ele afirmou que tem prevalecido a idéia ele é contra à penalização do agressor, quando na verdade, “não é nada disso”.
Em uma de suas frases “mal-interpretadas”, Rodrigues afirmou que “o mundo é e deve continuar de prevalência masculina”. Em justificativa, disse que não há machismo nessa frase (Será?). Veja a explicação:
“Suponhamos uma situação de impasse entre o marido e a esposa sobre uma questão doméstica - um e outro não abrem mão de sua posição. Qual das posições deverá prevalecer até que, civilizadamente, a Justiça decida? De minha parte não tenho dúvida alguma que deve ser a do marido. Creio que não será do agrado da esposa que fosse o inverso, porque, a mulher não suporta homem emocionalmente frágil. (É mesmo?)
E, mais uma vez, reiterou que é contra violência doméstica, mas que a lei protege apenas mulheres, quando na verdade deveria proteger os dois sexos: “A violência contra o homem não é forma também de violação de seus direitos humanos?”
Para você, as justificativas do juiz são válidas ou ele foi mesmo machista? É aceitável que um juiz, homem da lei, pense assim? Por que?