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Você acredita em destino?

Essa semana foi proferida uma palestra na Editora Abril sobre um tenente-coronel que lutou com todas as forças para resgatar um cachorrinho na Guerra do Iraque – para quem não sabe, soldados norte-americanos são proibidos pelo regimento de se afeiçoar ou criar bichos de estimação. E ele – Jay Kopelman – quebrou as barreiras e conseguiu. Por fim, voltou à América e escreveu o livro De Bagdá Com Muito Amor – Um Soldado e um Cachorro na Guerra do Iraque (Editora Best Seller).

Na palestra, Jay contou que Lava já está com 3 anos (quando o achou, tinha semanas de vida), é um cão dócil, mas um pouco traumatizado. Quando vê algo que lhe remete ao Iraque vira outro cachorro, late e rosna como um louco. Se a experiência de guerra faz isso com os cães, o que não faz com seres-humanos? É algo chocante!

Jay argumenta no livro que não foi ele quem salvou o cão, e sim, Lava que o salvou. Era o único modo de encarar a dura situação de estar na guerra: saber que havia um pequeno ser o esperando em casa, ou melhor, no alojamento: Lava, sapeca, mordendo seus coturnos, fazendo xixi nas calças dos soldados e dormindo enrolado entre as mantas deles.

O tenente quebrou regras com a ajuda de amigos e, por uma boa causa, conseguiu salvar o cachorro, que estava condenado à morte, sem ter culpa alguma pelo que estava acontecendo, ou de ter nascido onde nasceu.

O que é o destino, não? Estavam na hora certa, no lugar certo. Os dois se encontraram e hoje formam uma "família", juntamente com a esposa de Jay e mais um cachorro.

Agora, deixo uma questão para você refletir: Quantas coisas nos acontecem e acreditamos ser coincidência, quando, na verdade, tudo estava mais do que programado. Coisa louca essa do destino...

Você acredita que tudo está escrito? Ou você traça seu próprio caminho?

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