Técnicas e dicas que ajudam você a encontrar o equilíbrio no dia-a-dia
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Escalação:
Todo mundo aqui na redação sabe o quanto gosto de futebol. Assim, não foi surpresa quando me designaram para cobrir o Futebol Solidário, evento beneficente do "Dia de Fazer a Diferença" da Record. O único probleminha é que a partida, ao contrário de um jogo comum, reunia também artistas... Calma! Não sou louca encarando uma oportunidade de ver vários atores gatinhos de perto como um "problema". A questão é que não costumo cobrir famosos, portanto, além de não conhecê-los tão bem, já me imaginei totalmente perdida no evento. O que fazer então? Encarar o desafio, lógico! Mas nada de cair de cabeça e confiar na sorte: além de pesquisar tudo sobre a vida pessoal e profissional de cada um dos convidados, pedi ajuda ao mega antenado em famosos, Fabrício Pellegrino. "Começa perguntando sobre o evento, para depois mandar as questões mais picantes", aconselhou ele. Ok, ok...
Aquecimento:
Sábado 25, às 16h, lá estava eu, no Estádio Palestra Itália, em São Paulo. Os times eram um catadão, como costuma-se dizer no futebol. Ou seja, juntou-se atores, comediantes e atletas aleatoriamente, com o único cuidado de balancear o número de jogadores profissionais em cada equipe. O apresentador Luciano Faccioli era o técnico do grupo azul, com Brito Jr. e Edu Guedes no elenco, e Rogério Micheletti, do Departamento de Esportes da Record, do branco, encabeçado por Tom Cavalcante - em uma hilária fantasia e representação de Ronaltom. Quem apitou o jogo foi a bela bandeirinha Ana Paula de Oliveira (aquela que recentemente causou polêmica posando nua na revista Playboy).

1º tempo:
Apesar de craques como os ex-jogadores do Corinthians Viola e Zé Elias (olha ele cobrando o escanteio aí em cima) estarem em campo, quem abriu o placar, acreditem ou não, foi o comediante Tiririca. Segundos após o gol, ouvia-se apenas as gargalhadas da apresentadora Maria Cândida: "Não acredito! O Brito garantiu ser bom de bola até agora não fez nada!", dizia ela. O jornalista, que deixou escapar sua pose de craque durante a entrevista ("Isto aqui é uma diversão para nós que somos atletas profissionais... quer dizer, amadores"), de fato não mandou tão bem assim. Seu mérito fica por conta da excelente forma: diferentemente dos garotões, Brito, aos 44 anos, jogou praticamente toda a partida. Pois é...

Leandro Firmino, o "Sovaco" de Vidas Opostas, até de tanque de oxigênio precisou (foto acima), tamanha era a falta de fôlego! E os colegas, claro, não deixaram por menos: "Olha só o Zé Pequeno tirando um barato..." brincavam eles, em referência ao personagem de Leandro no filme Cidade de Deus (Brasil, 2002). A torcida, por outro lado, adorou a presença do ator no banco: "Sovaco, Sovaco!", chamavam aos gritos. Aliás, mais aclamado que Firmino (mesmo quando se encontrava entre Vergniaud Mendes e Jean Fercondini - os dois fofos da foto aí de baixo) só mesmo Shaolin. Provavelmente porque o comediante não hesitava em fazer a "dança do siri" sempre que alguém pedia...

Intervalo:
A grande estrela do evento foi mesmo Ana Paula. Bastou apitar o final do primeiro tempo para ser envolta por torcedores e jornalistas. Muito calma (e bonita!), a bandeirinha respondeu, principalmente, sobre seu ensaio para a Playboy: "As fotos ficaram lindas, mas a repercussão me surpreendeu. Não imaginava fazer tanto sucesso. Isso me fez perceber o quanto sou querida pelo Brasil", disse ela, já com discurso de famosa: "Tornar-se celebridade, mesmo por um instante, gera comentários, tanto negativos quanto positivos. Faz parte. Eu tento manter o equilíbrio e lidar com isso da melhor forma."
2º tempo:
Sem Tom Cavalcante em campo (o comediante não ficou para o fim da partida) e com um Brito Jr. menos empolgado (Faccioli e ele até pararam de discutir), o jogo ficou mais monótono. Se não fossem as investidas de Márcio Kieling em direção à rede, diria estar chato. O ator, que chegou a marcar na final da Copa do Mundo dos Artistas deste ano, garantindo a taça para o Brasil, não estava em um dia bom. Nem mesmo as chuteiras amarelo fluorescente (de boleiro ou de estrela?) e o ótimo domínio de bola o ajudaram a acertar o gol. Resultado: seu time perdeu para o azul, de 5 x 4. Foi por pouco.
Números da partida:
:: 6,5 mil pessoas compareceram ao evento.
:: 6,5 toneladas de alimentos não perecíveis foram arrecadas.
:: 15 instituições serão beneficiadas pelo Futebol Solidário da Record.
Análise do jogo:
Ao final da partida, Ana Paula (recebendo um prolongado abraço de Edu Guedes enquanto o chef a chamava de "linda" repetidas vezes) admitiu ter adorado apitar um jogo cheio de homens bonitos, "coisa rara no futebol!" e completou dizendo que o trabalho foi mais fácil do que imaginava: "Ninguém faz falta, todo mundo só joga bola". Imagine se não me identifiquei com a bandeirinha? Afinal, passei a semana cheia de inseguranças com relação a este trabalho e tudo correu super bem. Cheguei à conclusão de que, por mais que haja burburinho ao redor do chamado "mundo dos famosos", a verdade é que ninguém ali faz falta, todos eles só jogam bola...