E, pra quem estiver impressionada com a minha loucura de amor, saiba que não foi a primeira. Eu conheci o Adão em 2002 quando trabalhei em uma empresa de segurança. Fazia monitoramento e ele era supervisor de segurança. Ele morava há oito anos com uma moça e eu namorava outro rapaz há quase cinco anos. Apesar do jeitão tímido do Adão, eu fiquei atraída e resolvi paquerá-lo. Ele resistiu bastante, dizia que era feliz no relacionamento, que era fiel. Mas eu me achava a loira do pedaço e não aceitava não como resposta às minhas investidas. Até que ele cedeu, claro.
Percebi que ele não era tão feliz assim como dizia, e começamos a sair direto. Demorou quatro meses até ele ter coragem de romper com a mulher. E eu levei o mesmo tempo pra largar meu namorado. O problema é que ele não queria voltar pra casa da mãe dele de jeito nenhum. Sabe o que eu fiz? Aluguei uma casa pra ele - que acabou virando a nossa casa. Mas não acabou por aí.
MOBILIEI A CASA EM UM DIA!
Estava difícil morar em uma casa vazia, sem móvel nenhum. Imagine, tudo o que a gente tinha era um colchão! Um dia ele saiu pra trabalhar e quando voltou a casa estava inteira mobiliada! Pois é, enfiei o pé na jaca, quer dizer, em uma dívida monstruosa. Mas, pelo menos, tínhamos uma casinha aconchegante.
Porque eu, quando amo, não tenho limites. Depois de conseguir pagar os móveis, comprei uma moto pro Adão. Imagine você que ele ia de ônibus pro trabalho e perto de lá não tinha ponto. Não dava pra comprar um carro, mas uma moto cabia no orçamento. E, pra completar, só mais uma loucurinha. Um dia desses fui a um tatuador e pedi que escrevesse o nome do meu amor na minha nuca. Ele tentou me convencer a escrever só a letra A, assim caso a gente terminasse eu poderia transformar aquilo em outra coisa qualquer. Mas quem é que pensa em término aqui? Já que é pra homenagear, que seja por inteiro. Não sei se vocês notaram, mas eu sou assim, intensa. Quando quero fazer alguma coisa, entro de cabeça.
"Quase caí pra trás de susto"
"Eu estava lá, tranqüilo no meu trabalho, quando escutei alguém falando alguma coisa em um alto-falante. Como sou reservado, fiquei na minha. Pouco depois escutei meu nome completo. Ai, Deus, a coisa era comigo. Fui lá fora e não entendi nada quando vi um trio elétrico parado na porta do trabalho. Um rapaz falou pra eu subir. Quase caí pra trás quando vi meus parentes todos lá em cima. Nessa hora começou a tocar a marcha nupcial e a Adriana se declarou. Foi bem emocionante. Então, ela me pediu em casamento e eu só consegui dizer: 'Lógico que aceito'. Achei muito legal essa surpresa. Ela é cheia dessas, vive me aprontando. Até agora deu certo, mas eu confesso que tenho um pouco de medo do que ela ainda pode aprontar."
Adão Aparecido Santos, 30 anos, o marido da Adriana