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Crônica da Xênia

Graças a Deus, eu amo livros

Ler um livro é descobrir mundos. Essa idéia é batida, mas prefiro isso a ver pessoas tão pobres de alma, como o Fernando do BBB

Gente, vou contrariar as pesquisas que apontam o gosto da cara leitora. Detesto limitar pessoas, acreditar que a leitora não vai entender ou gostar disso ou daquilo. Quando eu apresentava um programa na Band e recebia um convidado de alto nível, meu preconceito gemia: “Ai, ninguém vai entender nada!”. Dias depois, eu recebia um monte de cartas, com muitos erros de português, mas nenhum erro de entendimento do assunto que o convidado abordou.

Seguindo esse raciocínio, quero sugerir a você três livros fantásticos que terminei de ler. Aliás, tem um motivo essa minha sugestão. Mais adiante eu explico. O primeiro livro é A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. O segundo é Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta. E o terceiro, O Poder e a Glória, do inglês David Yallop, é uma denúncia sobre o papado de João Paulo II.

Minha cara jovem leitora dirá: “Ah, mas com a internet, os livros estão superados”. Discordo! Jamais o prazer de ter nas mãos um livro será superado. É clichê dizer que um bom livro é um mundo que se abre... mas é verdade! Amo meus livros como se fossem membros da família. Desde menina, eu abro mão de qualquer programa se tiver um livro para ler.

A eles devo muito do que sei. O motivo dessa coluna é aquele ser desagradável e vazio, ex-participante do Big Brother Brasil, o tal do Fernando. Dias atrás, com a cara mais séria do mundo, mãos no peito e tudo, como se fosse uma declaração de valor pessoal, ele disse: “Graças a Deus, nunca li um livro”.

O mundo para os Fernandos da vida se resume a cama, bebida, tatuagem e musculação. Eles estão sempre à espera de uma chance para levar vantagem em tudo. Só que a mocidade passa rápido como um rato correndo... e os livros são para sempre.



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17/07/2008 - 20:32



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