
Umas das verdades mais difíceis para uma mãe é admitir que geramos apenas o corpo de uma filha, não sua alma e seu coração
Em Duas Caras, Branca (Susana Vieira) se questionou se ela conhecia a própria filha, Silvia (Alinne Moraes), ou se estivera enganada todos esses anos vividos com ela. A personagem perguntava se sua filha seria dissimulada, manipuladora e sem caráter. E concluía: será que me enganei tanto? Branca, minha cara, não só você se enganou, como todas nós, mães, nos enganamos com relação aos nossos filhos. Porque nós, mães, nos arvoramos de deusas.
Pretensiosas, acreditamos conhecer nossas filhas pelo olhar. Não passa pela nossa cabeça que elas poderão estar fingindo. Afinal, por nove meses, elas estiveram dentro de nós. Mas isso não quer dizer que conheçamos o mistério que cada ser humano carrega em si. Damos às nossas filhas a vida material. Ossos, músculos, sangue, mas o que transcende a tudo isso não somos nós que damos. É um mistério insondável.
Pergunto: de onde veio a sua filha? E você responde: de dentro de mim, oras! Sim, mas o que a anima? O que ela é de verdade? O seu “eu” veio de onde? O meio em que vive a influencia, mas não determina seu caráter. A genética também não. Essa filha que você chama de sua, no fundo, é uma boneca.
Quando Menino Jesus visitava o templo com seus pais, afastou-se deles e Maria, desesperada, saiu à sua procura. Achou-o pregando aos sábios, que ouviam aquela criança extraordinária. Maria ralhou com Jesus, que respondeu: “o que você quer, mulher? Não vê que estou tratando das coisas de Meu Pai?”. Foi a parte misteriosa de Jesus que respondeu para Maria, não aquela que ela pariu e julgava conhecer tão bem.
A verdade que dói é que ninguém conhece ninguém. O nosso conhecer é superficial. Hábitos, costumes, o que cada um gosta, o que não gosta e por aí vai. As pessoas se revelam diante dos fatos, para o bem e para o mal. Sejam elas amigos, maridos, irmãos ou filhos.

zenirfc@yahoo.com.br::Zênia::Xênia, que prazer enorme te rever aqui, agora. Fiquei emocionada. Participo de seu trabalho há mais de 30 anos( olha como eu entregando nossa idade) e várias vezes escrevi para vc. Numa das cartas eu falava da "ameça" que um homem fez a você, dizendo que se te visse a mataria. Vc comentou minha carta em seu programa. Isto me valeu uma quase inimizade porque imediatamente,a defendi,ou melhor, falei exatamente o quilate que você tem. Mulher de fibra, corajosa, inteligente, sagaz, sábia... enfim, exemplo de mulher. Á você, minha querida, o meu mais terno abraço, na certeza de que seu brilho é inextinguível. Como você, não vejo ninguém mais na tevê. infelizmente. Gostaria de saber onde e como atua, para que novamente eu possa acompanhá~la.Carinhosamente, Zênia
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12/05/2008 - 15:15
beth.fc@terra.com.br::Beth::Xenia, que bom que te descobri.Voce fazia companhia p/mim todas as tardes enquanto costurava ou fazia tricot, p/ deixar minhas filhas bonitas no fim de semana. Como voce esta certa quando diz que do corpo e facil cuidar mas nunca imaginamos o espirito que anima esse corpo. E como e duro aceitar o novo personagem que aparece diante de nossos olhos Tenho muita pena dos 6 avos da pequena Isabela A descoberta delesnao esta sendo facil Se do lado de fora vemos os possiveis assassinos imaturos ainda entregus ao arbitrio de suas paixoes o que dira os pais que tiveram suas vidas transformadas do dia p/ noite. Um grande abraco e parabens pela sua coluna ADOREI
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20/04/2008 - 10:48
flordecidreira@hotmail.com::Jacy::Xênia, poucas pessoas têem a clarividência de falar o que acabei de ler. Olho para os meus três filhos, e busco os seres lindos e maravilhosos que parí. Não que eles não sejam: são perfects! cidadãos, amigos, alunos, marido... mas como sao diferentes do que gostaria que fossem!Mas tenho orgulho qdo lembro que um dia, o mais velho com 13 anos, e estudando na mesma escola que leciono, depois de uma quixa de uma colega e professora dele, falou: a senhora é a única mãe que conheço que não defende seus filhos. Sempre os vi como pessoas com caráter em construção, mas respeitando a sua individualidade. Não os vejo como extensão de mim. São indivíduos.
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06/03/2008 - 13:35
heloisaschuch@hotmail.com::heloisa schuch::Achei esta crônica maravilhosa!!!!!Parabéns por conseguir retratar tão bem esta relação entre mãe e filha.Lendo esta crônica,mtas mães perderiam mtas culpas que as vezes carregam erradamente.
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27/02/2008 - 14:54
virginiaggarcia@uol.com.br::virginia::Admiro muito a Xênia, gostaria de saber pq ela não faz mais programas na tv?
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01/02/2008 - 09:15
iracemaviana-ap@bol.com.br::IRACEMA ::XENIA ADORO VOCÊ, LEIO TODAS A SUAS CRÔNICAS, COMO GOSTARIA DE SER TÃO INTELIGENTE COMO VOCÊ, TUDO QUE VOCÊ FALA SOBRE OS ASSUNTOS, FICO FELIZ PORQUE É O QUE EU GOSTARIA DE FALAR, FICO FALANDO PARA MINHAS FILHAS, MAS QUE MULHER INTELIGENTE, PARECE QUE ELA ADIVINHA MEUS PENSAMENTOS.
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29/01/2008 - 15:36
prof.dalvanicota@terra.com.br::DALVA DE fÁTIMA:: Realmente, quanto mais perto menos conhecemos as pessoa que amamos,e o nosso olhar de mãe faz com que nossos olhos só vejam aquilo que queremos ver,talvez para não quebrarmos o encanto e a magia de ser geradora do ser amado .
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25/01/2008 - 20:00
mariajguilherme@ig.com.br::maria jeane::achei fanatstico a materia e concordo com o texto aguardo outras mateiras como essa
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21/01/2008 - 13:22
sente@uol.com.br::Arlete Costa::Concordo plenamente com o seu texto. Só acrescentaria no final: "sejam elas amigos, maridos, irmãos, filhos ou PAIS"Grande beijo,aprendi muito com você, esperava ansiosa o programa na tv quando era adolescente.Parabéns,
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21/01/2008 - 07:46
marisachiquito@uol.com.br::Marisa V. S. Chiquito::Querida XêniaQue grande alegria reencontrar você, que continua tão bonita e lúcida como nos velhos tempos de TV Bandeirantes, quando eu e minha mãe a assistíamos todos os dias! Quantas saudades você me traz! Quanto à sua crônica, concordo que não conhecemos plenamente as pessoas, mesmo as mais próximas. Na verdade, não conhecemos perfeitamente bem nem a nós mesmos. Mas, se tivermos sensibilidade e paciência para observar, podemos distinguir muitos traços das personalidades das pessoas e compreender muito do que se passa nos seus íntimos. Acho que a nossa "surpresa" com certos procedimentos das pessoas, tanto do lado bom, quanto do lado ruim, vem de nossa falta de sensibilidade em perceber que elas são diferentes de nós. Sempre tendemos a achar que as pessoas pensam como nós e que vão agir como nós. O que não é verdade. Além disso, as pessoas mudam com o tempo, assim como nós mudamos, e não devemos nos esquecer que todos nós temos uma certa dose de incoerência em nossos atos. Resumindo: o ser humano é muito complexo, mutável e inconstante, para a nossa pretensão de conhecê-lo em sua plenitude.
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20/01/2008 - 20:49
gibgibran@hotmail.com::Gibran::Mães e pais consideram que seus filhos são extensões de si mesmos. Quem e quantos reconhecem defeitos graves em si mesmos. Para mim, o enfoque é este. Não penso que pais e mães sejam cegos em relação aos defeitos de suas crias, penso que se fazem de cegos, por vaidade e comodismo, o que é algo bem diferente.
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18/01/2008 - 15:58
jordana.cortes@grupopaodeacucar.com.br::jordana ::Adorei, realmente e uma verdade cruel...
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18/01/2008 - 10:17
iridemerchiori@hotmail.com::iride::PARABENS. ADOREI. eu como mãe de quatro filhas com certesa, tens razaõ. BEIJOS.
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16/01/2008 - 11:15
dayana.roman::ANONIMA ::e xenia mas e quando vc esta na situação ao contrario o que se deve fazer. e muito boa sua coluna parabens
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16/01/2008 - 11:08
maria.olivatto@gmail.com::Carmo::Xênia, você se superou! Que crônica linda, verdadeira e na qual todos devemos refletir. Somente com a idade percebemos que não conhecemos ninguém e quando isso acontece muitos (as) estão destroçados (as) internamente pela desilusão com o outro, seja ele quem for.Parabéns, você está cada vez mais "afiada".
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16/01/2008 - 10:55
panelaveia@ibest.com.br::rosi::adoro sua coluna na revista,leio sempre que posso esempre concordo contigo.Sou sua fa de anos te admiro muito felicidades.
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15/01/2008 - 17:04
supasoul75@hotmail.com::GILBERTO::XÊNIA... QUE PRAZER TE REENCONTRAR DE NOVO! SEMPRE AFIADA E LÚCIDA NOS SEUS COMENTÁRIOS. NEM SEMPRE CONCORDO COM O QUE VOCÊ DIZ MAS, SEMPRE REGISTRO E PENSO A RESPEITO... O QUE FAÇO HABITUALMENTE COM QUASE TUDO. COMO NESSE ULTIMO TÓPICO : PAIS E FILHOS E A PRETENSÃO DE ACHAR QUE CONHECEMOS ALGUÉM DE FATO. E QUER SABER? GRAÇAS À DEUS QUE NÃO CONHECEMOS! SERIA MUITO CHATO RELAÇÕES TÃO LINEARES, MONÓTONAS... UM DIA DESSES POR EXEMPLO ME PEGUEI OLHANDO PRA MINHA MÃE JÁ VELHINHA E ME ENCHI DE TERNURA POR SUAS ATITUDES ATUAIS TÃO DIFERENTES DE QUANDO EU ERA CRIANÇA... GRATA SURPRESA NESSE CASO!MAS, A MÁS SURPRESAS TAMBÉM ESTÃO VALENDO... INCLUSAS NO PACOTE, NÃO PODEM SER "VENDIDAS" SEPARADAMENTE... BEIJÃO, LINDONA!
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15/01/2008 - 16:43