Técnicas e dicas que ajudam você a encontrar o equilíbrio no dia-a-dia
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Você se lembra como foi o primeiro dia de aula do seu filho? Gritar, espernear e se agarrar ao pai são reações naturais em uma situação nova como essa. O motivo é o medo. "Esse é um sentimento que tem como função principal nos proteger", explica a professora Márcia Barbosa da Silva, organizadora do livro Medos, Medinhos, Medonhos - Como Lidar Com o Medo Infantil (Editora Unijuí, R$ 25). "Vencer um temor nos torna mais fortes e humanos e amplia a nossa compreensão do mundo." Cabe a você, portanto, a tarefa de ajudar seu filho a superar seus medos e chegar à vida adulta livre de timidez, ansiedade e fobias.
Como ajudá-lo a enfrentar os temores
Pergunte à professora de seu filho como ela trabalha a questão do medo. O correto é estimular as crianças a trocar idéias e experiências, a desenhar e expressar por meio de atividades lúdicas aquilo que mais as aflige. Faça isso em casa também.
Torne rotina a leitura de livros infantis. A maioria das histórias que trazem tramas com o elemento perigo (Chapeuzinho Vermelho, Os Três Porquinhos etc.) mostra que, apesar dos temores e dificuldades que os personagens enfrentam, eles conseguem superá-los no final.
Explique por meio de situações reais como o temor é importante para nosso desenvolvimento e segurança.
Lide com os medos do seu filho da forma mais natural possível. Procure ler sobre o assunto para saber como agir. Se o problema não for tratado de forma correta de acordo com a idade, a criança corre o risco de se tornar um adulto tímido, ansioso e até desenvolver fobias.
Os medos e as idades
Até os 3 anosO receio maior é de ser abandonado. A criança tem medo do escuro, de cair, de barulhos, de luzes fortes e de pessoas desconhecidas. Por volta dos 2 anos, a fantasia passa a fazer parte da vida e traz novos "fantasmas". Por isso os pequenos não querem saber de palhaços ou de pessoas fantasiadas, como Papai Noel.
Dos 4 aos 6 anos
As crianças ampliam a percepção do mundo e começam a entender que as pessoas nascem, crescem e morrem. Por isso, choram ao ver um coleguinha cair e se machucar. Entram na lista o receio de vacinas, ataques de cães etc.
Dos 7 aos 10 anos
O cotidiano escolar traz um novo tipo de medo, o social. Como sabem que se fizerem algo errado serão repreendidos, o medo da diretora é um dos mais comuns na escola. O receio de ir ao dentista ou de ficar sozinhos quando os pais viajam começa a aparecer.
Na adolescência
O medo maior é da opinião dos outros. Não ser aceito num grupo, parecer ridículo, andar fora de moda, não arranjar namorado são os grandes pesadelos da garotada.
Texto produzido especialmente para AnaMaria pela redação de Nova Escola, uma publicação da Fundação Victor Civita. Saiba mais sobre Educação na edição de junho/julho da revista, que está nas bancas, por R$ 2,90