O que você faz para tirar seu filho da frente da TV?
O que deixa você apaixonada?
Quem seu filho idolatra e por quê?
Vida de trabalhadora autônoma tem lá suas vantagens: liberdade de horário, férias quando bem entender, nada de chefe por perto... Porém, no quesito finanças, o panorama complica. Como não existe renda fixa nem dia certo para receber, só um planejamento detalhado para garantir o pagamento de todas as contas.
“Algumas estratégias permitem até fazer uma poupança para emergências”, explica o consultor financeiro Reinaldo Domingos. Autor do livro Terapia Financeira (Ed. Elevação) ele assinala que quase sempre a independência financeira está ligada à economia e a um controle rigoroso de despesas pessoais e profissionais. Quer saber mais? Então, veja abaixo o caminho indicado pelo especialista.
DIAGNOSTIQUE O PROBLEMA
>> Calcule sua renda média: some os rendimentos dos três últimos meses e divida por três. Desconte impostos e despesas administrativas relacionadas à sua atividade, como aluguel e luz.
>> Durante o trimestre, anote seus gastos – os grandes e os pequenos, como transporte, cinema e baladas. Para Reinaldo Domingos, eles até podem parecer mínimos, mas fazem diferença no cálculo.
>> Guarde 10% dos ganhos antes de começar a pagar as contas. Nos meses iniciais, o aperto será maior.
>> Quite primeiro os serviços essenciais, como água, luz e gás. Depois, anote o total de suas dívidas já com a taxa de juros embutida no valor das parcelas e estipule uma quantia mensal para saldá-las. Priorize as que têm os juros maiores. Faça acordos, mas lembre-se: as parcelas devem caber no bolso.
PLANEJE SEU ORÇAMENTO
>> A curto prazo: Volte à planilha elaborada durante os três meses. Analise-a e faça alguns ajustes. Corte o que não for essencial e adote táticas para economizar. Se belisca muito fora de casa, por exemplo, compre salgadinhos no supermercado – que são bem mais baratos – e leve-os na bolsa. Assim, quando bater a vontade, você não os consome em bares e restaurantes pelo dobro do preço. E, claro, quanto mais levar a sério seu planejamento, menos tempo ficará apertada.
>> A longo prazo: Projete gastos futuros, por até 12 meses. Isso dará a sensação de controle sobre sua vida financeira.
COMECE A POUPAR
>> Pense nos anos seguintes e se faça a seguinte pergunta: se eu tiver de parar de trabalhar hoje, terei como viver amanhã? Se sua resposta for não, assim como a da maioria dos brasileiros, você precisa urgentemente economizar para lidar com imprevistos. Lembra-se dos 10% salvos todo mês? “Monte uma poupança ou uma previdência privada para garantir um bom futuro e não mexa nesse dinheiro”, recomenda o consultor financeiro.